Comprei um hamster depois que vi o anúncio de ‘liquidação’ numa loja de animais aqui da cidade. A loja fechou, mas deu pra comprar o Paquito, isso era setembro. Aprendi a cuidar de hamsters em vários sites, blogues e forums, pra não errar; era o primeiro bichinho que eu criava, por eu mesmo e era o que queria há tempos. Seu olho enflamou, cuidei, e hoje ele morreu. Desde ontem notei ele meio desajeitado e inchado, como se engordasse da noite pro dia. Troquei a areia, a agua, dei comida, era o mais que eu pude fazer, porque aqui não existe quem cuide desses bichinhos. Voltei do trabalho e já corri pra gaiola: ele estava mole, tremendo. Fiz carinho, tentei animá-lo, mas, agora por volta das 22hs, ele já não mais interagia com as coisas.
Fiquei um tempo com ele, lá fora, antes de enterrá-lo no jardim, que ele gostava tanto. a gente põe energia, põe amor e, é triste. Vou ter saudade das bagunças dele, meu amigão, meu pipito.
é um filme que conta a história de Bastian, um garoto sonhador, que rouba um livro com um dos símbolos do infinito e o nome, o mesmo do filme, escrito na capa. É um filme belíssimo, que me faz chorar sempre que o vejo, por razões que me fazem lembrar de mim mesmo hoje e ontem e a vontade de ser criança de novo e acreditar e a Leveza, tão citada por mim subliminarmente em tantos lugares, essa que busco sempre e agora mais do que nunca.
A imaginação, a fantasia, o universo de possibilidades está desaparecendo, e cabe a Atreyu resolver o enigma que fará salvar à inocência a capacidade humana de criar e recriar mitos, e por que não, a si mesmo.