Quantas vezes peguei meu avô falando isso sozinho, depois que sua mulher morreu. Uma frase largada no ar, sem rumo, pro nada. Meu outro avô adquiriu um “é, rapaz…” quando estava só, terminado algo por fazer,e mandava. Quantas vezes peguei carona com minha mãe, o rádio desligado: “é, Aparecida…”, e eu nunca soube o que dizer, ou entendia essas frases tantas indo para o vento, assim.
“é, rapaz…”
Foi há dez minutos. Eu tirava a meia.