Archive for the ‘o mesmo eu’ Category

Paquito.

27 novembro, 2008

Comprei um hamster depois que vi o anúncio de ‘liquidação’ numa loja de animais aqui da cidade. A loja fechou, mas deu pra comprar o Paquito, isso era setembro. Aprendi a cuidar de hamsters em vários sites, blogues e forums, pra não errar; era o primeiro bichinho que eu criava, por eu mesmo e era o que queria há tempos. Seu olho enflamou, cuidei, e hoje ele morreu. Desde ontem notei ele meio desajeitado e inchado, como se engordasse da noite pro dia. Troquei a areia, a agua, dei comida, era o mais que eu pude fazer, porque aqui não existe quem cuide desses bichinhos. Voltei do trabalho e já corri pra gaiola: ele estava mole, tremendo. Fiz carinho, tentei animá-lo, mas, agora por volta das 22hs, ele já não mais interagia com as coisas.

Fiquei um tempo com ele, lá fora, antes de enterrá-lo no jardim, que ele gostava tanto.  a gente põe energia, põe amor e, é triste. Vou ter saudade das bagunças dele, meu amigão, meu pipito.

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Faltam quatro minutos pra 29,

7 outubro, 2008

e a tal idade que se diz ‘meia’ faz toctoc. Nem sei se é válido o que vou escrever agora, mas o orkut diz que o coração é mais sábio que a razão, e fico pensando que pensar é tentar salvar algo e porque diabo me sinto tão destruído agora, justo depois que faço o logoff.

De vez em quando me dá uns surtos de lucidez. Como-porque-razão pensava daquela forma há 5 anos, ou há 10 meses ou há 4 semanas ou ontem. E me parece estranho que os surtos de lucidez vêm junto com os de cinismo e romantismo. Eu sou duas pessoas, mesmo.

Esse texto em-si já é uma prova de sequela; esse mundo inteiro de blogue é resultado direto de sequela, de inconstância, de pelamordedeusalguemmeouça: PRECISO DE HARMONIA/ LEVEZA / FICAR À VONTADE.

Num desses ‘surtos’, percebi que: minha entrega coracional leva a, invariavelmente: (                                     )

Meia-noite e nove. Olho pros lados, olho pro amanhã, olho pro depois e depois e depois.

(                                                                                           )

Exatamente.

“é verdade…”

20 agosto, 2008

Quantas vezes peguei meu avô falando isso sozinho, depois que sua mulher morreu. Uma frase largada no ar, sem rumo, pro nada. Meu outro avô adquiriu um “é, rapaz…” quando estava só, terminado algo por fazer,e mandava. Quantas vezes peguei carona com minha mãe, o rádio desligado: “é, Aparecida…”, e eu nunca soube o que dizer, ou entendia essas frases tantas indo para o vento, assim.

“é, rapaz…”

Foi há dez minutos. Eu tirava a meia.

Olá, eu sou o Dyego.

15 agosto, 2008

Eu gosto de passar a mão na pele de rosto depois de fazer a barba, de guardar brinquedo e livro antigo; da sensação da água fria do mar passando pelos pés, de falar algo que a pessoa não entende naquele momento, mas de manhã cedinho, quando ela recapitular o dia anterior, vai entender o que eu disse, e rir. Gosto do cheiro que tinha na casa da minha avó, de cheirar o papel da nova revista em quadrinho.

Eu não gosto de pegar o papel e a pessoa puxar antes, de repetir o que falo, de ser punido quando feliz. Não gosto de dormir com o pé sujo, de formulário, de repetir o que falo.